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DEUS,
não consintas que eu seja o carrasco
que sangra as ovelhas,
nem uma ovelha nas mãos dos algozes.
Ajuda-me a dizer sempre a verdade
na presença dos fortes, e jamais dizer mentiras
para ganhar os aplausos dos fracos.
Meu DEUS! Se me deres a fortuna,
não me tires a felicidade;
se me deres a força, não me tires a sensatez;
se me for dado prosperar,
não permita que eu perca a modéstia,
conservando apenas o orgulho da dignidade.
Ajuda-me a apreciar o outro lado das coisas,
para não enxergar a traição dos adversários,
nem acusá-los com maior severidade
do que a mim mesmo.
Não me deixes ser atingido pela ilusão da glória,
quando bem sucedido e nem desesperado
quando sentir insucesso.
Lembra-me que a experiência de um fracasso
poderá proporcionar um progresso maior.
Ó DEUS ! Faz-me sentir que o perdão é maior
índice da força, e que a vingança é prova de fraqueza.
Se me tirares a fortuna, deixe-me a esperança.
Se me faltar a beleza da saúde,
conforta-me com a graça da fé.
E quando me ferir a ingratidão e a incompreensão
dos meus semelhantes, cria em minha alma
a força da desculpa e do perdão.
E finalmente Senhor,
se eu Te esquecer, te rogo mesmo assim,
nunca Te esqueças de mim!








Código html:
Cristiny On Line

SIMPLESMENTE... MA-RA-VI-LHO-SO!!!!!!!!!!!!!

ATENÇÃO, GALERA... AMANHÃ... ou melhor... DAQUI A POUCO!!!!!!






Não sei porque criamos tanta expectativa em
cima de como as coisas deveriam ser e com isso colocamos um peso enorme sobre
elas... um peso muito maior do que elas realmente tem. As coisas são o que são e
se a gente vivesse simplesmente cada coisa no momento em que ela se apresenta...
sem os inúmeros ensaios que costumamos fazer, elas com certeza fluiriam mais
naturalmente.
Acho que ensaiamos demais a vida... perdemos o presente
ensaiando o futuro...
E quando a peça que estará em cartaz no futuro, não é
aquela que ensaiamos, ficamos perdidos no papel...
Ultimamente tenho
visto tanta gente perdida no papel, porque a peça em cartaz não tem nada a ver
com a que foi ensaiada, que me deu vontade de falar um pouco sobre o viver no
presente... aceitando o que a vida traz a cada dia... sem se prender a planos e
expectativas de um futuro imaginário...
Viver o presente, sem se prender a
ele, para não correr o risco de ficar preso ao passado... é mais fácil, quando
não temos nada a defender...
Quando criamos muitos planos e nos prendemos
a eles... passamos a vida defendendo esses planos, muitas vezes lutando com a
realidade que é bem diferente do que sonhamos... E acreditem, pode ser muito
melhor do que sonhamos se nos permitirmos vivê-la.
Vejo tanta gente
resistindo à vida só porque ela não se encaixa nos papeis ensaiados... tanta
gente fazendo um esforço enorme para fechar a porta à vida... como se
adiantassem esses esforços. Eles só fazem atrasar a passagem da vida, porque o
que é do nosso destino acontece de uma forma ou de outra...
Quando tentamos
impedir a vida de passar... fechando-lhe a porta na forma em que se apresenta,
gastamos tanta energia que, quando finalmente ela passa, nem temos mais forças
para vivê-la
Aceitar o que a vida nos oferece a cada dia, pode tornar bem
mais leve a nossa existência... Mas para que essa aceitação seja profunda e
verdadeira, é preciso abrir mão daquelas coisas que saíram um pouco diferentes
daquilo que planejamos... ou muito diferentes...
Se a vida está fugindo às
nossas expectativas... vamos fugir também.
Se as coisas não aconteceram
daquela forma que planejamos, com certeza o nosso não era o melhor plano e o
Universo tinha outro melhor para nós. Mas se resistirmos nem percebemos que
planos são esses e muitas coisas encantadas passam diante de nossos olhos que
estão presos ao que deveria ter sido e não foi.
Deixe a vida entrar e flua
com ela... Ela pode trazer o que você nunca sonhou... e aí é que está o
encantamento...



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BOM FINDI, GALERAAAAAA!!!!! |
A translúcida transparência da verdade
(Izabel Telles)



A verdade, esta prática tão esquecida nos tempos que correm, ao lado da modéstia, da intenção e da humildade, pode transformar a vida de um Ser num manancial de alegrias e grandes realizações.
A verdade é, sem dúvida, uma fonte inesgotável de bem estar e de paz, uma vez que, como dizia o cantor espanhol José Manuel Serrat em uma de suas magistrais composições: “Nunca é triste a verdade. O que ela não tem é jeito”.
Ao escrever esta frase (ou copiá-la de algum filósofo) o cantor queria dizer que a verdade é definitiva. Não dá para burlar, não dá para resumir, não dá para disfarçar.
A verdade não tem passado, nem futuro. Ela é, no eterno presente da experiência humana e divina.
Estamos assistindo pela mídia ao impossível desejo de alguns seres de distorcerem a verdade. Podem até conseguir no plano dos homens, mas jamais terão êxito no plano espiritual; no plano em que as leis que regem o Universo são elaboradas na ponta de um lápis quântico que emana uma luz azul. E esta luz é implacável. Ilumina os justos e apaga-se para os injustos.
Portanto, senhores e senhoras, lembrem-se sempre que ao disfarçar ou maquiar a verdade estarão praticando um grande erro. Porque pode demorar, pode demorar muito mesmo, mas a verdade sempre triunfará. Porem lembrem-se também que o alívio virá imediatamente quando reconhecemos este erro e o corrigimos no passo seguinte.
Na Bíblia tem uma passagem que promete isso. É dito que se um ser seguir as leis da verdade será abençoado por quatro gerações do passado e quatro do futuro. Mas se ele não respeitar estas leis sagradas sentirá o amargo dos efeitos de suas mentiras pelas mesmas quatro gerações.
Andei fora do ar no mês de Julho. Fui a Porto Alegre, a Curitiba e os últimos 10 dias do mês fiz um retiro no silêncio e no quase isolamento tentando ouvir e aprender com os ciclos e ritmos da natureza.
Foi nesta contemplação que me ocorreu este artigo sobre a verdade. Como ela é patente na força da grande mãe terra.
Pode contar com ela. Se você obedecer aos ciclos da natureza vai ter sempre água, comida, luz e paz.
Se, no entanto, maltratar a grande Mãe, vai ter isso tudo em excesso ou na mais rigorosa falta.
Afinal o que são as enchentes? As secas fora de hora? As pragas incontroláveis de insetos que devastam plantações. Não serão conseqüência dos abusos que cometemos contra a Verdade?
Pense sobre isso e, sem punições ou culpa reveja como anda a verdade nos seus Relacionamentos, Parcerias, Amizades, Família, Negócios, Religião, Política, Propósitos, crenças e padrões, Sentimentos e emoções.
Faça uma lista de cada uma destas ações e na frente delas tente escrever o que seria o ideal da verdade nesta ação e como você pode atingir este ideal. Então, faça acontecer. Vai ver que a verdade vai trazer para a sua vida um grande triunfo e incontáveis maravilhas!

Com essa imagem maravilhosa...o meu desejo de uma excelente semana a todos!O entusiasmo é o oxigênio da vidaA vida sem entusiasmo é como um corpo sem alma. Certamente não estamos aqui só para sobreviver de um dia para o outro. É para viver e celebrar sua beleza.
A própria palavra vem do grego enthousiásmos, que literalmente significa inspirado por Deus (em + thèos). Isso indica o que deveria ser a base do verdadeiro entusiasmo, assim como ânimo, seu irmão mais próximo, vem do latim, ânima que quer dizer alma.
Contudo, ele não surge sem esforço. Assim como acontece com algumas vitaminas, o entusiasmo precisa ser manufaturado. Algumas dicas:
1-Sempre procure criar novidades na maneira de fazer as coisas, trabalhar, cozinhar, para não cair no tédio da rotina.
2-Fazer tudo com interesse. Já que só posso fazer qualquer coisa uma vez, deixe que seja da forma mais perfeita possível.
3-Manter a consciência de ser um aprendiz, para tomar algo de bom de todos. O sentimento de querer aprender sempre evita o atrofiamento da mente.
4-Doar entusiasmo para os outros.

















Qual é o seu lugar?
( Rubia A. Dantés)

Vejo muitas pessoas tentando ocupar o lugar do outro, por acreditar que aquele é o melhor lugar. Quando vemos alguém em uma posição onde essa pessoa está feliz, isso deveria nos inspirar a querer encontrar o nosso lugar ao invés de querer um lugar igual àquele... Mas grande parte das pessoas nem pensa nisso e tenta fazer igual ou chegar onde essa pessoa está, pensando que vai ser feliz como ela.
Doce ilusão... ou não tão doce...
Quem busca chegar onde o outro está, só vai conseguir chegar ao lugar do outro e nunca ao seu... e conseqüentemente não vai caber ali...
Aquela pessoa está feliz ali... porque aquele é o lugar onde ela se encaixa com perfeição servindo ao Todo justo por ter encontrado o seu lugar... qualquer outro que tentar ocupar aquele lugar não caberia.
Existe um lugar que é só seu e onde só você se encaixa tão perfeitamente que faz com que se sinta “em casa” nesse lugar... e não tem nada melhor do que se sentir em casa.
Aprendemos desde pequenos a escolher o nosso lugar levando em conta muitas coisas... ouvindo muitas vozes... vozes que falam de felicidade... de sucesso... de poder... e até de servir... que ensinam muitos caminhos que também levam em conta muitas coisas, mas quase nunca à vontade da Alma.
Quem quiser dar uma olhadinha ao redor pode muito bem perceber onde essas vozes que, não são as da Alma... levaram o nosso querido Planeta.
Imagino que o nosso Planeta, como parte do Universo, seja uma peça de um imenso quebra-cabeças e... cada um de nós, também é uma pequena peça desse quebra-cabeças. Cada peça tem um formato diferente... uma singularidade, uma função única que faz com que nenhuma peça possa substituir a outra de forma perfeita.
Na medida em que cada um vai encontrando o seu lugar... esse ponto do planeta se ilumina e começa a emitir uma luz, que faz com que todo o planeta e o Todo se iluminem um pouco mais... e isso beneficia a todos porque em essência somos todos um.
Assim como em um quebra cabeças, quando uma peça é colocada no lugar que não é o dela, não vai preencher todos os espaços, por mais que se aperte daqui... se estique dali... nós também, quando estamos em um lugar que não é o nosso, além de não estarmos cumprindo a nossa função... não estaremos felizes, de forma natural e simples... como devem ser as coisas.
Por mais que você tenha sucesso, dinheiro ou poder... e a razão fale que aquilo é tudo que você sempre quis... você não vai estar feliz ali... porque lá no fundo... sabe que aquele não é o seu lugar e que existe um lugar para o qual só você tem as qualidades e os Dons para preencher perfeitamente.
Esse lugar está esperando que você o encontre e assuma a responsabilidade de Ser quem você é e de fazer o seu papel servindo ao Todo... e naturalmente a felicidade chega...
É ali que a sua vontade caminha em sintonia com a vontade Divina...
Quando descobrimos os nossos Dons damos um grande passo no sentido de encontrarmos esse lugar...
Quando exercemos esses Dons para melhor servir nos sentimos finalmente em casa.
Por isso, quando vejo pessoas buscando ocupar lugares que não são os seus, sempre comparando e questionando porque o outro, e não ele, se encontra naquela posição... Olhando para fora ao invés de olhar para dentro e levando em conta tantos valores que não o de estar servindo ao seu propósito divino, dá para entender a razão de estarmos vivendo esse caos.
Mas também sei que muitos estão nesse caminho de buscar o seu lugar... e isso dá a esperança que esse número de pessoas aumente cada vez mais até que... assim como um quebra-cabeças dá a visão do desenho todo quando mais e mais peças se encaixam nos lugares, o Planeta e o Todo também se iluminam na medida em que cada vez mais pessoas encontram o seu lugar...
Até que finalmente a Luz e o Amor preencham todos os corações...
A Amizade
Kalil Gibran


E um adolescente disse:
"Fala-nos da Amizade."
E ele respondeu, dizendo:
"Vosso amigo, é a satisfação
de vossas necessidades.
Ele é o campo que semeias com carinho
e ceifais com agradecimento.
E vossa mesa e vossa lareira.
Pois ides a ele com vossa fome
e o procurais em busca da paz.

Quando vosso amigo
manifesta seu pensamento,
não temeis o "não" de
vossa própria opinião,
nem prendeis o sim.
E quando ele se cala,
vosso coração continua
a ouvir o seu coração.
Porque na amizade, todos os desejos,
ideais, esperanças, nascem e são partilhados
sem palavras, numa alegria silenciosa.

Quando vos separeis de vosso amigo,
não vos aflijais.
Pois o que vós ameis nele
pode tornar-se mais claro na sua ausência,
como para o alpinista a montanha aparece
mais clara, vista da planície.

E que o melhor de vós próprio
seja para o vosso amigo.
Se ele deve conhecer o fluxo de vossa maré,
que conheça também o seu fluxo.
Pois, que achais seja vosso amigo
para que o procureis somente
a fim de matar o tempo?



9. Sabe aquele bonitão que, você sabe, sairia com a sua mulher a qualquer hora.
Tigre Leão
Nossas Qualidades Atraem Hostilidade
( Flávio Gikovate )

Crescemos e nos formamos levando em consideração, basicamente, aquilo que ouvimos dos nossos pais e professores. Por influência deles, somos levados a concluir que é conveniente sermos pessoas boas, esforçadas, trabalhadoras e gentis com os nossos colegas, uma vez que este é o caminho para sermos aceitos e queridos por eles. Uma das mais desagradáveis surpresas que muitos de nós tiveram ao longo da adolescência reside no fato de que, exatamente por sermos portadores de tais qualidades, somos muito mais hostilizados que amados.
A idéia de que o acúmulo de virtudes despertará o amor das pessoas parece lógica, de modo que quase todos se esforçam nesta direção. Só não agem de modo legal aqueles que não conseguiram o desenvolvimento interior necessário para, por exemplo, controlar seus impulsos agressivos ou renunciar a determinados prazeres imediatos em favor de outros, maiores, colocados no futuro. Assim, ao longo da vida adulta convivem dois tipos de pessoas: aqueles que conseguiram vencer estes obstáculos interiores e se tornaram criaturas melhores, e outros que não foram capazes de ultrapassar estas primeiras e fundamentais dificuldades - e que se esforçam ao máximo para disfarçar suas fraquezas. Os primeiros são os que saíram vencedores no primeiro combate importante da vida, o de “domesticar” seus próprios impulsos destrutivos, e se transformaram em criaturas portadoras das propriedades humanas que somos unânimes em catalogar como virtudes.
O que acontece? Os perdedores se sentem incomodados e humilhados pelo fato de não possuírem igual capacidade de controle interior. Este dado é muito importante, pois indica que, independentemente do que digam, os perdedores sabem perfeitamente quais são as virtudes e as apreciam; não aderem a elas porque isto implica em um esforço que não são capazes de fazer. De todo modo, os perdedores - que adoram desfilar como “superiores” e indiferentes às questões de moral -, por se sentirem humilhados, também se sentem agredidos pela presença daquelas virtudes em uma outra pessoa que não neles próprios. Comparam-se com o virtuoso, consideram-se inferiores a eles, sentem-se por baixo, irritados com a presença daquelas virtudes que adorariam possuir. A vaidade dos perdedores fica ferida e eles, como têm pouca competência para controlar a agressividade, saem atirando pedras.
É claro que tais pedradas têm de ser sutis para que não denunciem todos os passos do mecanismo da inveja: reação agressiva derivada de suposta ofensa na vaidade daquele que se sentiu inferiorizado por não ter as virtudes que lhes provocaram a admiração. Sim, porque o invejoso admira muito o invejado; senão seria tudo totalmente sem sentido. Saber que o bandido inveja o mocinho é uma das razões da esperança que sempre tive no futuro da nossa espécie.
A agressividade sutil derivada da inveja nos derruba, entre outras razões, porque ela vem de pessoas que gostaríamos que nos amassem. Afinal de contas, nos esforçamos tanto para conseguir os bons resultados justamente para ter essa recompensa.
As “agulhadas”, as indiretas e as observações depreciativas e inoportunas próprias da inveja existem de modo muito intenso entre irmãos (eternos rivais), entre marido e mulher, assim como em todas as outras relações sociais e profissionais. É praticamente impossível uma pessoa se destacar por virtudes ou competências especiais sem ser objeto da enorme carga negativa derivada da hostilidade invejosa. O mais grave é que não fomos educados para isso, de modo que nos surpreendemos e ficamos chocados ao observarmos esse resultado. A decepção é tal que muitos se desequilibram quando atingem algum tipo de destaque, condição na qual são levados a um estado de solidão - o oposto do que pretendiam. Uns se drogam e outros tratam de destruir rapidamente o que construíram, de modo a deixarem de ser objeto de inveja.
Tudo isso é, além de triste, inevitável, ao menos no estágio atual do nosso desenvolvimento emocional. Poderíamos ser ao menos alertados por uma educação mais sincera e sem ilusões. Toda ilusão trará uma desilusão! A maior parte das pessoas jamais imaginou, por exemplo, o volume de problemas e de decepções por que passam as moças mais belas, especialmente quando isso se associa a uma inteligência sofisticada e a uma formação moral requintada. São portadoras daquelas virtudes que mais aparecem e encantam a todos. São, por isso mesmo, objeto de uma hostilidade inesperada e enorme. Ficam totalmente encurraladas e quase nunca sabem como sair da situação a não ser destruindo algumas de suas propriedades.





A Meta!!!
Um viajante caminhava pelas margens de um grande lago , imaginando uma forma de chegar até o outro lado, aonde era seu destino.
Suspirou, profundamente, enquanto tentava fixar o olhar no horizonte.
A voz de um homem de cabelos brancos quebrou o silêncio momentâneo, oferecendo-se para transportá-lo. Era um barqueiro.
O pequeno barco envelhecido, no qual a travessia seria realizada, era provido de dois remos de madeira de carvalho. O viajante olhou detidamente, percebeu haver letras em cada remo. Ao colocar os pés empoeirados dentro do barco, observou que eram mesmo duas palavras.
Num dos remos estava entalhada a palavra ACREDITAR e no outro, AGIR. Não contendo a curiosidade, perguntou ao barqueiro o motivo daqueles nomes nos remos.
![]()
O barqueiro pegou o remo, no qual estava escrito ACREDITAR, e remou com toda força.
O barco começou a dar voltas, sem sair do lugar.
Em seguida, pegou o remo em que estava escrito AGIR, e remou com todo vigor.
Novamente, o barco girou em sentido oposto, sem ir adiante.
Finalmente, o velho barqueiro, segurando os dois remos, movimentou-os ao mesmo tempo, e o barco, impulsionado por ambos os lados, navegou através das águas do lago, chegando calmamente à outra margem.
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O barqueiro disse ao viajante:
- Este barco pode ser chamado de AUTOCONFIANÇA. E a margem é a META que desejamos atingir.
Para que o barco da AUTOCONFIANÇA navegue seguro e alcance a META pretendida, é preciso que utilizemos os dois remos ao mesmo tempo, e com a mesma intensidade:
ACREDITAR e AGIR.
Não basta apenas ACREDITAR, senão o barco ficará rodando em círculos, é preciso também AGIR para movimentá-lo na direção que nos levará a alcançar a nossa META.
Impulsione os remos com força e com vontade, superando as ondas e os vendavais, e não se esqueça que, por vezes, será preciso até remar contra a maré.

O cirurgião clandestino 

"The Economist" contou-a em seu obituário desta semana.
Naki era um grande cirurgião. Foi ele quem retirou do corpo da doadora o coração transplantado para o peito de Louis Washkanky em dezembro de 1967, na cidade do Cabo, na África do Sul, na primeira operação de transplante cardíaco humano bem-sucedida.
É um trabalho delicadíssimo. O coração doado tem de ser retirado e preservado com o máximo cuidado. Naki era talvez o segundo homem mais importante na equipe que fez o primeiro transplante cardíaco da história. Mas não podia aparecer porque era negro no país do apartheid.
O cirurgião-chefe do grupo, o branco Christiaan Barnard, tornou-se uma celebridade instantânea. Mas Hamilton Naki não podia nem sair nas fotografias da equipe.
Quando apareceu numa, por descuido, o hospital informou que era um faxineiro. Naki usava jaleco e máscara, mas jamais estudara medicina ou cirurgia.
Tinha largado a escola aos 14 anos. Era jardineiro na Escola de Medicina da Cidade do Cabo. Mas aprendia depressa e era curioso. Tornou-se o faz-tudo na clínica cirúrgica da escola, onde os médicos brancos treinavam as técnicas de transplante em cães e porcos.
Começou limpando os chiqueiros. Aprendeu cirurgia assistindo experiências com animais. Tornou-se um cirurgião excepcional, a tal ponto que Barnard requisitou-o para sua equipe.
Era uma quebra das leis sul-africanas. Naki, negro, não podia operar pacientes nem tocar no sangue de brancos. Mas o hospital abriu uma exceção para ele.
Virou um cirurgião, mas clandestino. Era o melhor, dava aulas aos estudantes brancos, mas ganhava salário de técnico de laboratório, o máximo que o hospital podia pagar a um negro. Vivia num barraco sem luz elétrica nem água corrente, num gueto da periferia.
Hamilton Naki ensinou cirurgia durante 40 anos e aposentou-se com uma pensão de jardineiro, de 275 dólares por mês. Depois que o apartheid acabou, ganhou uma condecoração e um diploma de médico honoris causa. Nunca reclamou das injustiças que sofreu a vida toda.
