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Eu vinha pela madrugada, pela avenida toda iluminada... Você foi aquele Pierrot que me abraçou e me beijou.

ALÁ, lá, ô, ô, ô, ô, ô, ô, ô... Mais de mil palhaços no salão... Arlequim ainda espera pela sua Colombina no meio da multidão...

A Estrela Dalva no céu desponta, e a Lua anda tonta, com tanto riso, oh! tanta alegria... ALÁ, lá, ô, ô, ô, ô, ô, ô, ô...

Aquela máscara negra não mais esconde seu rosto... Queria ver o meu amor, sorrindo, mas, amanhã, assistindo os ranchos a passar, estarão rolando as lágrimas do meu coração...

Onde a avenida toda iluminada? Só haverá velhos palhaços e a solidão... Oh! Minha Estrela Dalva! Eu quero matar a saudade... Não me leve a mal: hoje é Carnaval...

Autora: Maux

  
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Todo ano, mais de 80 mil pessoas vibram com os desfiles das escolas de samba na Sapucaí.
Confira a programação para o carnaval carioca em 2006!




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ALLÁH-LÁ-Ô
A história de "Alá-Lá-Ô" começou no carnaval de 1940, quando um bloco do bairro da Gávea cantou nas ruas a marcha "Caravana", de autoria de seu patrono Haroldo Lobo, que tinha apenas estes versos:
"Chegou, chegou a nossa caravana viemos do deserto sem pão e sem banana pra comer o sol estava de amargar queimava a nossa cara fazia a gente suar".
Meses depois, preparando o repertório para o carnaval de 1941, Haroldo pediu a Antônio Nássara para completar a composição.
Achando a idéia (a caravana, o deserto, o calor...) bem melhor do que os versos, ele logo faria esta segunda parte:
"Viemos do Egito e muitas vezes nós tivemos que rezar Alá, Alá, Alá, meu bom Alá mande água pra Ioiô mande água pra Iaiá Alá, meu bom Alá".

Conta Nássara - em depoimento realizado para o Arquivo da Cidade do Rio de Janeiro, em 1983 - que, quando Haroldo tomou conhecimento dos versos, com a palavra "Alá" repetida várias vezes, entusiasmou-se: "Mas que palavra você me arranjou, rapaz!". E ali, na hora, criou o refrão:
"Alá-lá-ô, ô-ô-ô ô-ô-ô, mas que calor, ô-ô-ô ô-ô-ô",
ponto alto da composição.

Ainda no mesmo depoimento, Nássara ressalta a atuação de Pixinguinha, como arranjador, na gravação inicial: "Era a última sessão de gravação para o carnaval de 1941. Se não fosse gravado naquela sessão, só sairia no ano seguinte. Então, corri à casa de Pixinguinha, na rua do Chichorro, no Catumbi. Era um sábado de verão e o maestro, cheio de serviço, estava trabalhando sem camisa, encharcado de suor. Mesmo assim, ele teve a boa vontade de dar prioridade à minha música, começando a fazer imediatamente o arranjo, que ficou uma beleza, com uns três ou quatro enxertos de sua autoria".

Além da criativa introdução, Pixinguinha soube vestir "Alá-Lá-Ô" com uma orquestração exemplar, em que mais uma vez utilizou o recurso da modulação na sessão instrumental, que começa e termina com duas brilhantes passagens, primeiro subindo a lá maior e depois retornando a sol maior, tonalidade do cantor. Em 1980, num artigo em Manchete, David Nasser declarou-se autor da letra de "Caravana", embrião de "Alá-Lá-Ô".
Galeraaaaaa... eu procurei mais de 2 hs a música Alá-Lá-Ô em midi-voice,
mas não encontrei.. então coloquei essa só midi...
Agradeço ao meu grande amigo Gerson, pelo texto!
Valeu Gerson! Saudadessssss... hehehe
 
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Signo Solar

(19 de fevereiro a 20 de março)
Peixes é o décimo segundo ciclo, o que encerra a roda zodiacal, no último mês do outono no norte, antes do retorno da primavera. Simboliza o estágio final da vida, a chegada à velhice. É quando toda a experiência de vida se acumula. Dinheiro, fama, prazer, nada disso vale mais a pena. Ao fim da vida, o homem se dedica mais aos outros do que a si mesmo, pois sua conhecimento só ganha sentido quando voltado para a comunidade. Os piscianos gostam bastante de engajar-se em alguma atividade de assistência às pessoas.
É também o signo mais perto do início, caracterizado por Áries. Assim, encontramos um aparente milagre na personalidade do pisciano. Eles comportam-se em diversas situações como crianças curiosas, meigas e ingênuas, apesar de também refletirem o comportamento de uma idade muito mais avançada.

Sensibilidade, empatia, sacrifício e imaginação são suas maiores características. Suas emoções são claramente perceptíveis, embora eles sejam predominantemente tímidos. O pisciano é como uma esponja que absorve todas as influências ao redor. Alegram-se pela alegria dos outros, e ficam deprimidos se algo de ruim acontece com alguém que conheçam. Pode-se dizer que sejam eles mesmos seus únicos adversários. Sua vida consiste, grande parte, em acertar as coisas com a própria alma.
São muito impressionáveis e inseguros. Sua indecisão é aflitiva. Sentem muita dificuldade em planejar qualquer coisa, preferindo reagir conforme a maré. sentem um impulso irresistível a darem mais de si do que recebem, quando estão em algum relacionamento. Sacrificar-se-ão espontaneamente em prol dos outros, mesmo quando conscientizam-se de que essa atitude os faz sofrer.

O elemento deste signo é a água, aqui em seu estado mais primordial, de ambiente no qual as energias e elementos se combinam para criar a vida. É a imagem do inconsciente, o oceano criativo do qual emergiu há eras imemoriais a consciência humana. O pisciano mantém um elo forte com esta força matriz. Possui, em geral, uma poderosa intuição e é capaz de perceber o que está por trás das coisas. Podem ser místicos, mas não necessariamente religiosos. Sua mística é bastante animística.
Sonhadores por excelência, o nativo deste signo é capaz de entregar-se aos devaneios mesmo à luz do dia. Gostam de imaginar bastante, tanto que terão sucesso em algum projeto (antes até de haverem-no iniciado) quanto que fracassarão. E a mera imaginação é capaz de impressioná-los a ponto de mudarem seu humor para melhor ou pior.

Retraem-se facilmente, escapando para seu mundo de fantasias. Suas tendências escapistas podem levá-los a entregar-se a todo tipo de ilusões, do álcool às drogas e à autocomiseração. Devem tomar cuidado pois tendem a não oferecer muita resistência às circunstâncias, e podem ser repetidas vezes ludibriados por pessoas sem escrúpulos.
Na mitologia, é representado por um par de peixes que nadam em direção contrária, um no sentido do inconsciente, e o outro no sentido do consciente. Peixes é a confluência destas tendências contrárias. Quando conscientizam-se de seu valor, podem tornar-se focos de luz e abnegação que modificam as pessoas pela força do exemplo.

Simbolos Naturais de Peixes
Elemento: Água Forças: Nocturnas, femininas Planeta Regente: Neptuno Flores: lírios, jacintos, hortênsias
Cor: verde mar, azul marinho
Pedras: água-marinha, coral
Metal: Estanho e Platina
Dia de sorte: 5ª feira
Nº de sorte: 07
Estrela Guia: Formalhaut

Mitologia
Peixes representa Vênus, a deusa romana do amor e da beleza, e seu filho, Cupido. Para escapar do gigante Tífon, eles se transformaram em peixes e caíram no rio Eufrates.

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João 3:16

Na cidade de São Paulo, numa noite fria e escura de inverno, próximo a uma esquina
por onde passavam várias pessoas, um garotinho vendia balas a fim de conseguir alguns
trocados. Mas o frio estava intenso e as pessoas já não paravam mais quando ele as chamava. Sem conseguir vender mais nenhuma bala, ele sentou na escada em frente a uma loja e
ficou observando o movimento das pessoas. Sem que ele percebesse, um policial se aproximou.
"Está perdido, filho?"
O garoto meneou a cabeça.
"Só estou pensando onde vou passar a noite hoje...
normalmente durmo em minha caixa de papelão, perto do correio,
mas hoje o frio está terrível... O senhor sabe me dizer se há algum lugar onde eu possa passar esta noite?"
O policial mirou-o por uns instantes e coçou cabeça, pensativo.
"Se você descer por esta rua", disse ele apontando o polegar na direção de uma rua,
à esquerda, lá embaixo vai encontrar um casarão branco; chegando lá, bata na porta e quando atenderem apenas diga: "João 3:16 ".
Assim fez o garoto. Desceu a rua estreita e quando chegou em frente ao casarão branco,
subiu os degraus da escada e bateu na porta. Quem atendeu foi uma mulher idosa, de feição bondosa.
"João 3:16", disse ele, sem entender direito.
"Entre, meu filho". A voz era meiga e agradável.
Assim que ele entrou, foi conduzido por ela até a cozinha onde havia uma
cadeira de balanço antiga, bem ao lado de um velho fogão de lenha
"Sente-se, filho, e espere um instante, tá?" O garoto se sentou e, enquanto observava a bondosa mulher se afastar,
pensou consigo mesmo:
"João 3:16... Eu não entendo o que isso significa mas sei que aquece a um garoto com frio".
Pouco tempo depois a mulher voltou.
(continua)
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"Você está com fome?", perguntou ela.
"Estou um pouquinho, sim... há dois dias não como nada e meu estômago já começa a roncar.."
A mulher então o levou até a sala de jantar, onde havia uma mesa repleta de comida. Rapidamente o garoto sentou-se à mesa e começou a comer ;
comeu de tudo, até não agüentar mais. Então ele pensou consigo mesmo:
"João 3:16... Eu não entendo o que isso significa, mas sei que mata a fome de um garoto faminto".
Depois, a bondosa senhora o levou ao andar superior, onde se encontrava um quartinho
com uma banheira cheia de água quente. O garoto só esperou que a mulher se afastasse e então rapidamente se despiu e
tomou um belo banho, como há muito tempo não fazia.
Enquanto esfregava a bucha pelo corpo pensou consigo mesmo:
João 3:16... Eu não entendo o que isso significa, mas sei que torna limpo
um garoto que há muito tempo estava sujo".
Cerca de meia hora depois a bondosa mulher voltou e levou o garoto até um quarto onde
havia uma cama de madeira, a antiga, mas grande e confortável. Ela o abraçou, deu-lhe um beijo na testa e, após deitá-lo na cama, desligou a luz e saiu. Ele se virou para o canto e ficou imóvel, observando a garoa que caía do outro lado do
vidro da janela. E ali, confortável como nunca, ele pensou consigo mesmo:
"João 3:16... Eu não entendo o que isso significa, mas sei que dá repouso a um garoto cansado".
No outro dia, de manhã, a bondosa senhora preparo uma bela e farta mesa e o convidou
para o café da manhã. Quando o garoto terminou de comer, ela o levou até a cadeira de balanço,
próximo ao fogão de lenha. Depois seguiu até uma prateleira e apanhou um livro grande, de capa escura. Era uma Bíblia.
Ela voltou, sentou-se numa outra cadeira, próximo ao garoto e olhou dentro dos olhos dele,
de maneira doce e amigável.
"Você entende João 3:16, filho?"
"Não, senhora... eu não entendo... A primeira vez que ouvi isso foi ontem à noite... um policial que falou...".
Ela concordou com a cabeça, abriu a Bíblia em João 3:16 e começou a explicar sobre Jesus. E ali, aquecido junto ao velho fogão de lenha, o garoto entregou o coração e a vida a Jesus.
E enquanto lágrimas de felicidade deixavam seus olhos e rolavam face à baixo,
ele pensou consigo mesmo:
"João 3:16... ainda não entendo muito bem o que isso significa,
mas agora sei que isso faz um garoto perdido se sentir realmente seguro" .
"Porque Deus amou o mundo de tal maneira, que deu seu único Filho para
que todo aquele que nele crê, não pereça, mas tenha a vida eterna."
(João 3:16)

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LIÇÃO DE AMOR 
A Tartaruga e o Hipopótamo

Um bebê hipopótamo que sobreviveu ao Tsunami no Quênia, construi uma grande
amizade com um macho gigante de tartaruga centenária.
O hipopótamo apelidado de Owen, pesando cerca de 300 quilos,
foi salvo por uma equipe de resgate.
É incrível, um hipopótamo com menos de 1 ano, ter adotado um macho de
tartaruga como mãe. E a tartaruga também parece estar feliz com o papel de mãe.
Bebês hipopótamos, normalmente, acompanham suas mães até os 4 anos
de idade. E este se perdeu da mãe com o Tsunami.
Felizmente ele se apegou à tartaruga. Eles nadam juntos, se alimentam e
dormem juntos. O hipopótamo segue a tartaruga em tudo que ela faz, como
seguiria sua mãe biológica.
O AMOR NÃO TEM RAÇA, COR OU "ESPÉCIE".
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O MEDO CAUSADO PELA INTELIGÊNCIA
(José Alberto Gueiros)

Quando Winston Churchill, ainda jovem, acabou de pronunciar seu discurso de estréia na Câmara dos Comuns, foi perguntar a um velho parlamentar, amigo de seu pai, o que tinha achado do seu primeiro desempenho naquela assembléia de vedetes políticas. O velho pôs a mão no ombro de Churchill e disse, em tom paternal:
- "Meu jovem você cometeu um grande erro. Foi muito brilhante este seu primeiro discurso na Casa. Isso é imperdoável. Devia ter começado um pouco mais na sombra. Devia ter gaguejado um pouco. Com a inteligência que demonstrou hoje, deve ter conquistado no mínimo uns trinta inimigos. O talento assusta!"
E ali estava uma das melhores lições de abismo que um velho sábio pode dar ao pupilo que se inicia numa carreira difícil. A maior parte das pessoas encasteladas em posições políticas é medíocre e tem um indisfarçável medo da inteligência. Isso na Inglaterra. Imaginem aqui no Brasil.
Não é demais lembrar a famosa trova de Ruy Barbosa:
"Há tantos burros mandando Em homens de inteligência Que às vezes fico pensando Que a burrice é uma Ciência."
Temos de admitir que, de um modo geral, os medíocres são mais obstinados na conquista de posições. Sabem ocupar os espaços vazios deixados pelos talentosos displicentes que não revelam o apetite do poder. Mas é preciso considerar que esses medíocres ladinos, oportunistas e ambiciosos, têm o hábito de salvaguardar suas posições conquistadas com verdadeiras muralhas de granito por onde talentosos não conseguem passar. Em todas as áreas encontramos dessas fortalezas estabelecidas, as panelinhas do arrivismo, inexpugnáveis às legiões dos lúcidos.
Dentro desse raciocínio, que poderia ser uma extensão do "Elogio da Loucura", de Erasmo de Roterdan, somos forçados a admitir que uma pessoa precise fingir-se de burra se quiser vencer na vida. É pecado fazer sombra a alguém até numa conversa social.

Assim como um grupo de senhoras burguesas bem casadas boicota automaticamente a entrada de uma jovem mulher bonita no seu círculo de convivência, por medo de perder seus maridos, também os encastelados medíocres se fecham como ostras à simples aparição de um talentoso jovem que os possa ameaçar. Eles conhecem bem suas limitações, sabem como lhes custa desempenhar tarefas que os mais dotados realizam com uma perna nas costas, enfim, na medida em que admiram a facilidade com que os mais lúcidos resolvem problemas, os medíocres os repudiam para se defender. É um paradoxo angustiante.
Infelizmente temos de viver segundo essas regras absurdas que transformam a inteligência numa espécie de desvantagem perante a vida. Como é sábio o velho conselho de Nelson Rodrigues. "Finge-te de idiota e terás o céu e a terra."
O problema é que os inteligentes gostam de brilhar, que Deus os proteja!
(Agradeço ao Gerson pelo e-mail que contém esse texto... Valeu Gersonnnn!!!
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Começa o ano novo chinês, o ano do cachorro

PEQUIM - No último sábado, 29 de janeiro, muitos fogos, o ano novo chinês estava se iniciando. A China parou! Os chineses vivem a comemoração milenar da Festa da Primavera, o ano novo lunar chinês, a mais importante celebração do chinês. Na chegada do Ano do Cachorro neste sábado, uma avalanche de ritos, crenças, manifestações culturais e sonhos de consumo parece varrer a nação mais populosa do planeta.

"Este período tende a ser pródigo em casamentos", afirmou em entrevista à Agência Estado o professor Bai Gengsheng, vice-presidente da Chinese Folk Literature and Art Association (CFLAA).
A chegada do Ano do Cachorro, o décimo primeiro do zodíaco chinês, está levando muitos jovens chineses a redobrarem seus esforços para encontrar o seu parceiro ideal. Este é ocaso de Li Wei, um estudante que medita sobre tudo o que passa pela cabeça antes de deixar sair pela boca. "O cachorro é um animal confiável, alegre e de muito respeito. Começar a se relacionar com uma pessoa neste ano já seria o sinal de um grande começo. Eu também vou entrar nesse embalo", afirma.
Superstição? Não para Bai, um dos mais renomados pesquisadores do folclore chinês. "Há mais de três mil anos somos permeados pelo zodíaco. Ele vive em nosso inconsciente coletivo. Nossos ancestrais utilizavam os hábitos desses animais como referência para ordenar questões como o tempo ou o espaço em seu cotidiano".

Respeito e admiração
Bai desvendou alguns dos mistérios que conferem tanta credibilidade ao Ano do Cachorro. "Para muitas minorias étnicas, o cachorro roubou algumas sementes de arroz no céu para presentear os homens na terra. Simbolicamente isso é muito poderoso, pois o arroz foi durante milênios a principal base alimentar dos chineses. Por isso, durante as festividades que marcam o início das safras nas aldeias mais remotas, a primeira porção sempre é oferecida a um cachorro".
Comidas típicas servidas nas festividades do ano novo chinês
Conforme Bai, o cachorro também é alvo de profundo respeito e admiração por parte dos han, a maioria étnica chinesa. Ele simboliza a prosperidade financeira, profissional e familiar. "O som do latido, para os chineses, é Wang. É a mesma pronúncia de prosperidade, Wang, bem como de esperança, Wang", explica, usando as entonações que diferenciam o significado a palavra.
A correção moral atribuída aos nascidos no Ano do Cachorro também parece encontrar respaldo na biografia de alguns dos principais líderes e pensadores chineses. A imprensa oficial vem ressaltando discretamente o fato de Confúcio, o maior filosofo chinês; Zhou Enlai, o ex- primeiro - ministro e Zhu De, o comandante geral do Exército de Libertação do Povo (ELP), pertencerem ao signo.
Há outras versões para uma provável explosão no número de casamentos nos próximos meses na China. O calendário lunar chinês prevê um período de 385 dias para este Ano do Cachorro. "Teremos um mês extra, inserido entre o sétimo e o oitavo mês. É um fenômeno que ocorreu apenas 12 vezes desde o ano 221. Haverá, portanto, dois "lichuns", ou seja, dois dias que marcam a chegada da primavera", justifica a imprensa local.
"Para os chineses, especialmente os idosos, um ano com dois "lichuns" e um mês intercalado é um grande sinal para o casamento", disse Fei Guangze, gerente - geral de uma agência matrimonial da província de Hebei.

Este é o caracter FU, que significa prosperidade e felicidade, em chinês. Praticamente todas as famílias colocam este ideograma em suas portas, muitos de cabeça para baixo, conforme a tradição. Há várias razões para isto e todas têm a ver com a História da China ou lendas locais. Uma delas diz que o FU é posto nas portas para afastar a Deusa da Pobreza, segundo as tradições do taoísmo. Outros falam que os antigos moradores das grandes cidades tinham que colocar o símbolo em suas portas, por determinação do rei, e quem não fazia ia preso.
(continua)
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O fenômeno também é presságio de lucro certo para outros ramos do segmento que movimentou 250 bilhões de yuans no ano passado, o equivalente a 2,5% do Produto Interno Bruto (PIB) chinês. As cerimônias de casamentos de jovens de classe média urbana, segundo a imprensa local, custam algo em torno de US$ 12,5 mil, sem incluir as alianças.
Outros jovens que pretendem se casar neste ano, contudo, já estão de olho no ano de nascimento de seus filhos. A escolha é tão importante para os chineses, que o processo é acompanhado de perto pelos avôs. "O Ano do Cachorro é sucedido pelo Ano do Porco. As pessoas nascidas de Porco levarão uma vida tranqüila, repleta de paz e harmonia com a família e os amigos", disse à Agência Estado Xi Rong, proprietária da casa de chá Yiping, no centro desta Capital.
Para Xi, a preocupação se justifica. "Vivemos num país com 1,3 bilhão de habitantes. O mercado de empregos está cada vez mais competitivo e os custos com a formação de um herdeiro cada vez mais altos, especialmente quando o assunto envolve o ensino universitário. Os nascidos no Ano do Porco são mais habilidosos e maleáveis na relações pessoais. Mais afeitos, no meu ponto de vista, ao mundo que virá".

No Templo Dongyue, o mais tradicional templo taoísta da cidade,
os chineses vão acender incensos para as antigas divindades e pedir coisas para o novo ano.
A noite antes do Festival da Primavera-Ano Novo é chamada de chuxi e é um momento importante de reunião da família chinesa. Milhões de chineses viajam para encontrar seus parentes naquele que é considerado hoje o maior movimento de migração do planeta. São mais de 300 milhões de pessoas viajando entre as cidades chinesas e para o exterior. As estações de trem, ônibus e aeroportos ficam congestionadas.
A celebração do festival tem origem há 4 mil anos, na dinastia do imperador Yao. Um dia por volta de 2000 A.C., no fim do inverno, Yao obrigou seu reino a celebrar, por sete dias, as forças do céu e da terra, de forma a abençoar colheitas e evitar desastres naturais. Este dia ficou conhecido como o início do ano e do festival da Primavera.
A Festa da Primavera dura 15 dias e respeita o calendário lunar chinês. Ela começou no último sábado, com a passagem de ano novo, e terminará no dia 12 de fevereiro, com a Festa das Lanternas. O respeito da população por suas tradições, mais uma vez, está sendo coroado com um feriado prolongado de sete dias. O clima de euforia, impulsionado pelo estupendo desempenho econômico alcançado pela China ao longo deste último quarto de século, ainda é ampliado pelas danças de dragões ou leões, acrobacias e queima de fogos nas ruas e praças públicas dos centros urbanos.
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Lang Shining: "Dog at a Stream"
Depois da revolução de 1911, que culminou na criação da República da China, o país adotou o calendário gregoriano e decidiu acabar com o Ano Novo Lunar rebatizando-o de Festival da Primavera, apenas. Mas é difícil obrigar um povo a abandonar as antigas tradições e o ano novo chinês segue sendo amplamente considerado pela população, inclusive seus signos. O cachorro é o regente do ano e quem nasce no ano do cachorro é considerado um sujeito leal (óbvio), mas excêntrico, auto-centrado, honesto e teimoso.
"China Radio International" _ o serviço de informações do governo chinês em português _ explica sobre os nascidos no ano do cão, ou seja, nos anos 2006, 1994, 1982, 1970, 1958, 1946, 1934, 1922:
"Considerado o mais fiel amigo do homem, o Cão simboliza a lealdade na concepção mais absoluta do termo. Protege o seu dono durante a vida e , segundo alguns mitos, acompanha o espírito dos mortos durante sua viagem pelo mundo astral. Porque está sempre vigilante e atento, o Cão é uma criatura ansiosa. Os nascidos nesse signo são inquietos e desconfiados, pois sua função na vida é salvaguardar o que há de mais íntegro na natureza humana. Por isso, procuram detectar as falhas e tentam remediá-las da melhor forma possível. De alma nobre e honrada, o Cão sofre tremendamente com a dor alheia. Procura fazer sempre o bem e sua preocupação com as pessoas que ama é tanta que, muitas vezes, ele chega a abrir mão de sua segurança e estabilidade a fim de amenizar o sofrimento dos outros. Para tanto, não hesita em correr riscos em nome do que considera justos e correto, tendência que, se levada ao extremo, resultará em fracasso pessoal. Essa sua generosidade característica não está à procura de reconhecimento nem de aplausos. Ele simplesmente segue o seu caminho servindo À humanidade, espalhando harmonias, sem se deixar intimidar pelas regras sociais".

O ideograma do cão, chamado gou
"Para o Cão, justiça e amor são sinônimos e poucos dentre os nascidos nesse signo admitem a opressão e a violência como fatores de controle social. Antes: são muitos os Cães que se lançam em defesa dos oprimidos e dos enganados pelas mentiras sociais baseadas em interesses econômicos, políticos ou comerciais. O Cão é extremanente suscetível em relação ao estado emocional das pessoas com quem convive, o que, muitas vezes, é bastante perigoso para o frágil equilíbrio psíquico canino. Caso se relacione com pessoas doentes, tensas, tristes ou ansiosas, é muito capaz de absorver esses estados, tentando, inconscientemente, partilhar do sofrimento dos outros. Sabedor disso, é muito importante que o Cão aprenda a se relacionar com o lado mais alegre e saudável da vida. Mesmo os Cães de aparência fria e rígida são a tal ponto impressionáveis que, não raro, se perdem nos altos e baixos de seu humor. Na tentativa de se defenderem desse aspecto de sua personalidade, alguns Cães chegam a se afastar das pessoas que possam afetá-los emocionalmente, defesa que pode manifestar-se através de um comportamento austero, circunspecto e fechado. Porém, como a maior parte de suas defesas, esta também é ineficaz e aparente, pois o verdadeiro Cão não é capaz de resistir a um agrado, e sua confiança pode ser conquistada através de simples gestor de carinho e de afeição. O cinismo é outra forma de defesa que os Cães adotam para se proteger de sua grande sensibilidade. Disso resulta a mordacidade de seus comentários, fruto da grande capacidade de observação e da consciência que os nativos desse signo têm de tudo o que se passa a seu redor. Os Cães vivem a fundo o seu papel de desmascarados de mentiras e são capazes de fazer críticas veladas mas incrivelmente ácidas".

Coréia do Sul, 20/01/2006 -
Apresentação de Treinador e seu cachorro Ru-ru, um beagle de 4 anos
em show de comemoração ao Ano Novo Chinês.
Fontes: Globo on-line, Blog de Gilberto Scofield e Terra Popular
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