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Tema de Lara - Richard Clayderman


Oração à Nossa Senhora Aparecida

Nossa Senhora Aparecida,

aqui tendes, diante de vossa imagem, o vosso Brasil,
o Brasil que vem novamente consagrar-se à vossa maternal proteção.

Escolhendo-vos por especial padroeira e advogada de nossa Pátria, nós queremos que ela seja inteiramente vossa.
Que seja vossa a sua natureza exuberante, vossas as suas riquezas, vossos os campos e as montanhas, os vales e os rios, vossas as cidades e as indústrias, vossa a sociedade, os lares e seus habitantes com tudo o que possuem, vosso, enfim, todo o Brasil.

Sim, Senhora da Conceição Aparecida, o Brasil é vosso.

Por vossa intercessão temos recebido todos os bens que Deus nos prodigalizou e muitos ainda esperamos receber.

Obrigado por tudo, Virgem Mãe Aparecida.

Abençoai, Senhora, o Brasil que vos agradece, o Brasil que vos ama, o Brasil que é vosso.

Protegei a Santa Igreja, preservai a nossa fé, defendei o Santo Padre, assisti os nossos bispos, santificai o nosso clero, amparai o nosso povo, esclarecei o nosso governo, guiai a nossa mente no caminho do bem e da verdade do Brasil, mãe de todos os brasileiros, venha a nós o amoroso reino do Pai.

Por vossa mediação, venha à nossa pátria o Reino de Jesus Cristo, vosso Filho e Senhor nosso.

Amém.

 


Oração Universal

DEUS,
não consintas que eu seja o carrasco que sangra as ovelhas, nem uma ovelha nas mãos dos algozes. Ajuda-me a dizer sempre a verdade na presença dos fortes, e jamais dizer mentiras para ganhar os aplausos dos fracos.

Meu DEUS! Se me deres a fortuna, não me tires a felicidade; se me deres a força, não me tires a sensatez; se me for dado prosperar, não permita que eu perca a modéstia, conservando apenas o orgulho da dignidade.

Ajuda-me a apreciar o outro lado das coisas, para não enxergar a traição dos adversários, nem acusá-los com maior severidade do que a mim mesmo. Não me deixes ser atingido pela ilusão da glória, quando bem sucedido e nem desesperado quando sentir insucesso. Lembra-me que a experiência de um fracasso poderá proporcionar um progresso maior.

Ó DEUS ! Faz-me sentir que o perdão é maior índice da força, e que a vingança é prova de fraqueza. Se me tirares a fortuna, deixe-me a esperança. Se me faltar a beleza da saúde, conforta-me com a graça da fé. E quando me ferir a ingratidão e a incompreensão dos meus semelhantes, cria em minha alma a força da desculpa e do perdão.

E finalmente Senhor, se eu Te esquecer, te rogo mesmo assim, nunca Te esqueças de mim!

 


 



 





 



 



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(Tereza da Praia)
 
 
 
 
Cultivo orquídeas. Não sei por que me apaixonei por elas. Só florescem uma vez por ano. As orquídeas me conquistaram,talvez pelo seu perfume discreto, ou, quem sabe, pela sua beleza singela.
 
 Não são o tipo de flor que se parece comigo.São muito nobres e sofisticadas. Para mim, não há mais lindo que um buquê de flores do campo, ornadas com samambaias, bem vadias. Com elas me identifico.
 
Falando em flores, lembrei-me do filme O JARDIM SECRETO.

Ele conta a historia de uma menina que ficou órfã e foi morar na casa de um tio.

O tio era um homem fechado em si, muito amargo porque tinha perdido a mulher. Este homem tinha um filho que sofria uma moléstia, a qual o impedia de andar.

O dono da casa, este tio, era uma presença ausente na vida da casa. Vivia viajando, numa constante fuga. A casa era governada por uma mulher muito estranha, Sra. Medlock, autoritária, amarga, que vivia a proibir. A palavra chave dela era o NÃO. Não pode; é proibido; não faça; é perigoso. As pessoas viviam debaixo de sua tirania e a vida era muito limitada. A vida passava, se arrastando como um moribundo. Ela se privava de viver e impedia de viver as pessoas que estavam a sua volta.
 
 A chegada da menina órfã (Mary) muda o clima da casa, dando leveza e alegria. A menina não acreditava nas proibições da governanta. Não obedecia, desafiava-a. Transgredia as normas impostas. Aos poucos, o castelo, de imensas portas fechadas, começou a se abrir para ser explorado pela órfã. Cada dia ela fazia uma incursão por alguma parte da imensa casa. Foi assim que, um dia, ela e um amigo vadio encontraram o jardim secreto. O jardim escondido por altos muros teria sido freqüentado e cultivado pela esposa do seu tio. Após sua morte, a chave daquele espaço havia se perdido e ninguém andava por lá. O mato tomara conta. Descoberto o Jardim, a órfão começou cultivá-lo, com ajuda de outra criança. Em paralelo, ela começou a inculcar em seu primo (a criança doente) que ele era capaz de andar e ambos começaram a transgredir. Às escondidas passeavam. O garoto doente foi descobrindo que não era tão frágil e nem tão doente, quanto queriam que ele fosse.
 
 
Estas mudanças não agradaram nada a governanta, que tinha o poder e o controle sobre a vida de todos na casa. Um dia, o dono da casa voltou de viagem e recebeu um relatório das peraltices da sobrinha. Irado, foi ter com ela, e a encontrou com o seu filho, brincando no jardim secreto, aquele lugar onde jamais ele voltará desde a morte da mulher. Para surpresa dele, o filho estava andando. Naquele momento, o homem resgatou novamente a sua vida, ao ver a alegria das flores e dos pássaros, e o brilho no olhar das crianças, naquele esconderijo.
 
Em cada um de nós existe um jardim secreto que as vezes deixamos de cultivar por causa das dores da vida, ou pelas imposições das governantas que permitimos tomarem conta de nossas vidas.

O grande lance está em resgatarmos nosso jardim secreto, permitindo que outras pessoas desfrutem seu espaço, ajudem-nos a cultivá-lo, fazendo-no florir.

O jardim secreto é um lugar fantástico onde não existe tristeza e arrependimento. Perfumado apenas por saudades e recordações. Um lugar onde a força da amizade pode trazer de volta a beleza da vida.

Vele a pena ver o filme... Um filme sem compromisso, mas com muita beleza...

Leve.. Bem leve...

Mas, do que eu estava falando mesmo? ... ah... das orquídeas... Como elas são belas...
 


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Por Roberto Goldkorn

Há poucos dias fui expectador de um acontecimento de grande poder de significação pessoal. Dois ou três meninos numa correria desenfreada pelo meio da rua, arriscando a vida numa aventura das mais perigosas. Meu primeiro pensamento foi que estavam sendo perseguidos por alguém. Mas não segui a direção que a ponta de seus dedos apontava e entendi a razão de tanto risco. Era uma pipa que estava caindo e que precisavam desesperadamente capturar.

Nem tive tempo de repreendê-los mentalmente por aquela 'irresponsabilidade' e outras censuras idiotas, quando pipocou na minha mente a memória daquela mesma cena, só que um dos meninos era eu e o cenário eram as ruas de Vila Isabel na zona norte do Rio de Janeiro.

Imediatamente a mesma sensação de urgência, de grave necessidade em pegar aquela pipa cortada pelo cerol afiado num 'cruza' veio como sensação vívida. Meus Deus, como era importante pegar aquela pipa, ser o primeiro a chegar e depois com ela às vezes, irremediavelmente dilacerada, retornar para o grupo com aquele (inútil) troféu. Pensei... "Ainda bem que cresci. Hoje não corro mais atrás de pipas".

Pensando bem, acho que ainda corro... e como. Quantas correrias, quanto empenho, quanto risco correndo atrás de troféus absolutamente sem sentido, sem valor real sem significado a não ser de uma simbologia cultural de baixo alcance e nenhuma relevância.

Aí comecei a pensar em algumas pessoas que conheço, que como os meninos que vi e que fui, ainda correm atrás de pipas, mas que eles chamam de poder político, símbolos de status, títulos, riqueza além da riqueza, etc.

Como a corrida é quase generalizada, não há muita visão crítica sobre ela, e a coisa se passa como se fosse um transe coletivo, uma fantasia partilhada por tantos que não há ninguém para dizer: "Gente cuidado, é apenas uma pipa rasgada!"

Aquela cena moderna e tão antiga, me fez pensar nas disputas em que empenhamos a própria vida e cujo prêmio não vai além de uma moeda furada, de uma pipa sem função. Quantas vezes me vi disputando ferozmente com alguém por absolutamente nada. Em quantas discussões ferozes me meti que no final me premiariam com apenas um sabor amargo, ou 'gosto de cabo de guarda-chuva' como dizia um amigo. Se pensarmos em nível mundial, vamos ver meninos crescidos, cheios de poder e seriedade, jogando bombas, mandando jovens para morrer correndo atrás de pipas, que logo depois se tornam tão insignificantes e ilusórias como na verdade sempre foram, mas aí o estrago já está feito.

Agradeci a Deus por ter falado comigo através daqueles meninos (que eram eu) que perseguiam uma quimera. Eles me fizeram parar de correr por um instante, para avaliar se perseguia pipas ou algo que não se desmancha no ar.

Quantos de nós adultos, não somos controlados pelos meninos e meninas que fomos? Quantos de nós ainda acreditamos ser mais fácil perseguir pipas, do que identificar e correr atrás de objetivos reais, significativos e vitais? Quantos de nós não nos deixamos iludir pela cultura das pipas 'de ouro', que não passam mesmo de pedaços de gravetos e papel? Quantas vidas, quanto potencial é desperdiçado na corrida sem sentido, vazia e pueril da sociedade humana? Quantos relacionamentos vão pro brejo, porque os casais resolvem disputar a posse de uma pipa rasgada ou de um 'balão apagado', para só depois de separados e infelizes perceberem a imensidão de seu equívoco?

Assim parceiros e parceiras, toda vez que virem meninos correndo atrás de pipas perdidas, ou de balões, aproveitem para reavaliar suas próprias correrias, seu valores, as apostas que fazem na vida. Não esperem para colocar suas prioridades em perspectiva apenas no leito de morte. A vida é uma dádiva, deixe que o vento cuide das pipas perdidas.

Roberto Goldkorn é psicólogo e escritor.
É especializado em fenômenos psíquicos do processo transpessoal e em Feng Shui
 
Os dois quadros em aquarela são obras de Kenia de Angeli.


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Walt Disney em ritmo de aquarela

Uma visita ao Brasil e Disney encontra música, paisagem, humorismo, alegria e colorido. Estava criado um personagem, Zé Carioca, e imortalizada uma música, a Aquarela do Brasil .A visita de Disney visava estreitar os laços de amizade entre Brasil e EUA, principalmente do ponto de vista político.

Meados de agosto de 1941. As batalhas na Europa enchiam de horror os noticiários de rádio e as páginas de jornais mas tiveram de abrir espaço para um americano sorridente que tinha apenas algo a ver com o esforço de guerra. Walt Disney, proclamavam as manchetes de página, visitava o Brasil. E, por causa disso, a vida de muita gente mudou um pouco.

Especialmente a de um garoto que, alguns anos depois, se deliciaria nas matinês. Era Carlos Diegues, o cineasta Cacá Diegues, que num artigo - O Cinema não vai acabar - ainda lembra: "Foi no Star que vi meus primeiros longa-metragens de Walt Disney, novos ou reprisados, um êxtase que excedia a todas as maravilhas. Aurora Miranda, irmã de Carmen, dançava, em carne e osso, com o Pato Donald e Zé Carioca, enquanto os "malandros" do Bando da Lua se transformavam subitamente em galos de briga. Ao fundo, a cidade do Salvador da Bahia - primeiro, filmada de longe, das águas da baía de Todos os Santos; depois, montada em estúdio, numa espécie de prefiguração do que viria a ser o Pelourinho restaurado.

O filme de que ele ainda recorda tão bem começou a nascer nessa visita. Era época da Segunda Guerra, o governo americano procurava cada vez mais se aproximar dos países latino-americanos e, por intermédio de um alto funcionário, Nelson Rockefeller, foi sugerida uma visita à América do Sul para Walt Disney. Rockefeller, que era coordenador de Assuntos Interamericanos, ligado ao Departamento de Estado do governo Roosevelt, fez com que a agência arcasse com todas as despesas de viagem e ainda garantiu 300 mil dólares para que os Estúdios Disney produzissem um filme com temas latino-americanos. A aventura cinematográfica levou toda equipe americana à Região do Lago Titicaca, na Bolívia, depois à Argentina e, por último, o Rio de Janeiro, Brasil.

E aí as coisas começaram a andar em ritmo brasileiro. Walt Disney sinceramente gostou do que viu. Tanto que a visita, prevista para uma semana, prolongou-se por 15 dias e o cineasta embarcou numa rotina de passeios e encontros, muitas vezes regados a samba. Foram muitas conversas com autores como Braguinha, Almirante e Guaraná, então relações públicas da Pan-Am. Disney saiu do Brasil com uma música - Aquarela do Brasil - e um personagem na cabeça: um papagaio simpático, malandro e falastrão.

Não era o primeiro contato de Disney com o Brasil. Em 1934, já recebera uma homenagem que o comovera - foi a primeira de reconhecimento internacional. Um missão de brasileiros levou-lhe uma escultura em bronze - o Mickey cavalgando um jaboti, realizada pelo escultor Alfredo Herculano - como homenagem dos intelectuais brasileiros ao criador do rato. Por anos, o bronze ficou em exibição na ante-sala do escritório de Disney, ao lado de seus Oscars. Também não foi o último. Anos depois, ele recebeu uma missão brasileira composta pelo melhor do que a arte brasileira produzia: Tom Jobim, Norma Benguel, Vinícius de Morais, entre eles.

1965 - Da esq. p/ direita : João Luiz de Albuquerque ( Êpa ) / Dorival Caymmi / Aloysio de Oliveira / Walt Disney / Norma Benguel / Vinicius de Moraes / Tom Jobim

(continua)



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Em 1941, quando voltou aos estúdios de Burbank, Disney já sabia até qual seria o traje do papagaio: o fraque, acompanhado de guarda-chuva e chapéu de palha, inspirado num tipo popular do Rio dos anos 40 - o dr. Jacarandá. A visita não lhe saia da cabeça e disse, várias vezes, a seus colaboradores: "No Brasil, tudo já estava pronto para ser absorvido por nós: música, paisagem, humorismo, alegria e colorido. Que mais poderíamos pedir?"

A Disney criou então três personagens representando a América como colaboração ao esforço de guerra americano e a política de boa vizinhança que os norte-americanos apoiavam: O pato Donald para os Estados Unidos, o Patito que representava o México e os demais países espano-americanos e o personagem Zé Carioca para o Brasil em 1942, o grande país americano de língua portuguesa como um tributo, mais específico para o povo carioca.

Daí nasceu Alô, Amigos/Saludos, Amigos, lançado em 1943, em que se sobressaia a parte brasileira, com a música de Ari Barroso - que chegou a chorar pela homenagem - cantada em português por Aloysio de Oliveira, e o impagável Zé Carioca. A subvenção ao filme só seria paga se desse prejuízo, o que não aconteceu. Alô, Amigos custou menos de 300 mil dólares e deu lucro ao estúdio que, depois do fim da guerra, a partir de 1946, fez cerca de oito versões, mantendo em todas Aquarela do Brasil cantada em português na voz de Aloysio.

O nome Zé Carioca surgiu da concepção de que Joe (José) é um nome comum entre países sul americanos, e carioca como conseqüência de sua vinda ao Rio de Janeiro. Porém, aqui no Brasil, tornou-se apenas Zé Carioca. Nos Estados Unidos e França o personagem se chama Joe Carioca e apenas na Itália é que seu nome é José Carioca. Mas Zé Carioca tornou-se realmente famoso mais tarde, com o filme Los Três Caballeros, no qual convida o Pato Donald a visitar o Brasil.

Quadrinhos

Paul Murry foi o primeiro desenhista de Zé Carioca que foi publicado em tirinhas, nos jornais, até o fim da Segunda Guerra. Foi reintroduzido no Brasil nos anos 50, em revistas do Pato Donald, por Luis Destuet, que veio da Argentina ensinar o estilo Disney aos artistas brasileiros da Editora Abril. Jorge Jato foi o primeiro desenhista de Zé Carioca que, nos anos 60 ganhou sua própria revista, mas Renato Canini é considerado seu melhor desenhista.

O personagem é caracterizado como malandro, folgado, golpista, que gosta de enganar a todo mundo, passar cheques sem fundos, bancar o vivo e paquerar muitas mulheres. Segundo um de seus criadores no Brasil, essas características foram adquiridas principalmente na versão brasileira do que apresentadas pela Disney. Atualmente, as revistas em quadrinhos do Zé Carioca são quinzenais, produzidas na Editora Abril em São Paulo.

    

Fontes: História Viva (UOL) e Disney - Maga.zine (Wikipédia) 



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Roberto Shinyashiki

Quando o pai percebe que o diálogo com o filho não está funcionando, sua tendência é se distanciar dele, abatido pelo desânimo. Logo após essa decisão, pode sentir alívio por não ver que o garoto não estuda ou usa drogas. Mas até quando será capaz de sustentar essa situação? O amor pelo filho vai matá-lo de saudade e depois de culpa por saber que não está ajudando um ser tão amado. O pior é que, passados seis ou sete meses, o problema se agravará.

 

Muitos sofrem com seu relacionamento amoroso. Depois de algumas decepções, tendem a se isolar e adotar uma postura cética em relação ao amor.  Preferem ficar em casa no sábado à noite, assistindo a um filme. Passam todos os fins de semana sozinhos. Nunca aceitam o convite de um colega para sair. No início, sentem-se aliviados, pois acham melhor evitar problemas do que sair em busca do amor, Mas, depois de algum tempo, a solidão começa a apertar o coração.

 

Quando a vida de alguém não vai bem, sua tendência é isolar-se para evitar o sofrimento. Quando o chefe não consegue fazer a equipe envolver-se com o prjeto, sua tendência será se sobrecarregar, levar um monte de tarefas para casa, continuar trabalhando até uma hora da manhã e acordar as quatro para terminar o que faltou. A princípio os resultados melhoram, mas aos poucos, seu rendimento começa a cair em razão do cansaço.

 

Desistir de amar e ficar só é uma viagem que dificilmente dá certo. Anos mais tarde, a pessoa reconhece que a solidão está criando um indivíduo amargurado, ressentido, que só sabe criticar os outros e ver defeitos em todo mundo. Alguém cuja alma se encolhe por não receber carinho.

 

Não há saída: é preciso ir contra a tentação de buscar a solidão como forma de resolver as dificuldades de lidar com o outro. A energia do amor é que nos leva à evolução. Sem amor, o ser humano murcha e seca como uma flor esquecida dentro da gaveta

(continua)



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Olha nos meus olhos

Esquece o que passou

Aqui neste momento

Silêncio e sentimento

Sou o teu poeta

Eu sou o teu cantor

Teu rei e teu escravo

Teu rio e tua estrada

 
Vem comigo meu amado amigo

Nessa noite clara de verão

Seja sempre o meu melhor presente

Seja tudo sempre como é

É tudo que se quer

Leve como o vento

Quente como o sol

Em paz na claridade

Sem medo e sem saudade

Livre como o sonho

Alegre como a luz

Desejo e fantasia

Em plena harmonia

Eu sou teu homem, sou teu pai, teu filho

Sou aquele que te tem amor

Sou teu par e teu melhor amigo

Vou contigo seja aonde for

E onde estiver estou

Vem comigo meu amado amigo

Sou teu barco neste mar de amor

Sou a vela que te leva longe

Da tristeza que eu sei eu vou

Onde estiver estou

                                        

                                        



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