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DEUS,
não consintas que eu seja o carrasco
que sangra as ovelhas,
nem uma ovelha nas mãos dos algozes.
Ajuda-me a dizer sempre a verdade
na presença dos fortes, e jamais dizer mentiras
para ganhar os aplausos dos fracos.
Meu DEUS! Se me deres a fortuna,
não me tires a felicidade;
se me deres a força, não me tires a sensatez;
se me for dado prosperar,
não permita que eu perca a modéstia,
conservando apenas o orgulho da dignidade.
Ajuda-me a apreciar o outro lado das coisas,
para não enxergar a traição dos adversários,
nem acusá-los com maior severidade
do que a mim mesmo.
Não me deixes ser atingido pela ilusão da glória,
quando bem sucedido e nem desesperado
quando sentir insucesso.
Lembra-me que a experiência de um fracasso
poderá proporcionar um progresso maior.
Ó DEUS ! Faz-me sentir que o perdão é maior
índice da força, e que a vingança é prova de fraqueza.
Se me tirares a fortuna, deixe-me a esperança.
Se me faltar a beleza da saúde,
conforta-me com a graça da fé.
E quando me ferir a ingratidão e a incompreensão
dos meus semelhantes, cria em minha alma
a força da desculpa e do perdão.
E finalmente Senhor,
se eu Te esquecer, te rogo mesmo assim,
nunca Te esqueças de mim!








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Cristiny On Line


"A razão pela qual resgatei as crianças tem origem no meu lar, na minha infância. Fui educada na crença de que uma pessoa necessitada deve ser ajudada com o coração, sem importar a sua religião ou nacionalidade."
Irena Sendler, em língua polaca Irena Sendlerowa, (15 de Fevereiro de 1910 - 12 de Maio de 2008), também conhecida como "o anjo do Gueto de Varsóvia", foi uma ativista dos direitos humanos durante a Segunda Guerra Mundial, tendo contribuido para salvar mais de 2.500 vidas ao levar alimentos, roupa e medicamentos às pessoas barricadas no gueto, com risco da própria vida.
Quando a Alemanha Nazi invadiu o país em 1939, Irena era enfermeira no Departamento de Bem-estar Social de Varsóvia, que organizava os espaços de refeição comunitários da cidade. Ali trabalhou incansavelmente para aliviar o sofrimento de milhares de pessoas, tanto judias como católicas. Graças a ela, esses locais não só proporcionavam comida para órfãos, anciãos e pobres como lhes entregavam roupa, medicamentos e dinheiro.

Em 1942, os nazistas criaram um gueto em Varsóvia, e Irena, horrorizada pelas condições em que ali se sobrevivia, uniu-se ao Conselho para a Ajuda aos Judeus, Zegota. Ela mesma contou: "Consegui, para mim e minha companheira Irena Schultz, identificações do gabinete sanitário, entre cujas tarefas estava a luta contra as doenças contagiosas. Mais tarde tive êxito ao conseguir passes para outras colaboradoras. Como os alemães invasores tinham medo de que ocorresse uma epidemia de tifo, permitiam que os polacos controlassem o recinto."
Quando Irena caminhava pelas ruas do gueto, levava uma braçadeira com a estrela de David, como sinal de solidariedade e para não chamar a atenção sobre si própria. Pôs-se rapidamente em contacto com famílias, a quem propôs levar os seus filhos para fora do gueto, mas não lhes podia dar garantias de êxito. Eram momentos extremamente difíceis, quando devia convencer os pais a que lhe entregassem os seus filhos e eles lhe perguntavam: "Podes prometer-me que o meu filho viverá?". Disse Irena, "Como podia prometer, quando nem sequer sabia se conseguiriam sair do gueto? A única certeza era a de que as crianças morreriam se permanecessem lá. Muitas mães e avós eram reticentes na entrega das crianças, algo absolutamente compreensível, mas que viria a se tornar fatal para elas. Algumas vezes, quando Irena ou as suas companheiras voltavam a visitar as famílias para tentar fazê-las mudar de opinião, verificavam que todos tinham sido levados para os campos da morte.
Ao longo de um ano e meio, até a evacuação do gueto no Verão de 1942, conseguiu resgatar mais de 2.500 crianças por várias vias: começou a recolhê-las em ambulâncias como vítimas de tifo, mas logo se valia de todo o tipo de subterfúgios que servissem para os esconder: sacos, cestos de lixo, caixas de ferramentas, carregamentos de mercadorias, sacas de batatas, caixões... nas suas mãos qualquer elemento transformava-se numa via de fuga.
Irena vivia os tempos da guerra pensando nos tempos de paz e por isso não ficava satisfeita só por manter com vida as crianças. Queria que um dia pudessem recuperar os seus verdadeiros nomes, a sua identidade, as suas histórias pessoais e as suas famílias. Concebeu então um arquivo no qual registrava os nomes e dados das crianças e as suas novas identidades.
Os nazistas souberam dessas atividades e em 20 de Outubro de 1943 Irena Sendler foi presa pela Gestapo e levada para a infame prisão de Pawiak onde foi brutalmente torturada. Num colchão de palha encontrou uma pequena estampa de Jesus Misericordioso com a inscrição: “Jesus, em Vós confio”, e conservou-a consigo até 1979, quando a ofereceu ao Papa João Paulo II.
Ela, a única que sabia os nomes e moradas das famílias que albergavam crianças judias, suportou a tortura e negou-se a trair seus colaboradores ou as crianças ocultas. Quebraram-lhe os ossos dos pés e as pernas, mas não conseguiram quebrar a sua determinação. Foi condenada à morte. Enquanto esperava pela execução, um soldado alemão levou-a para um "interrogatório adicional". Ao sair, gritou-lhe em polaco "Corra!". No dia seguinte Irena encontrou o seu nome na lista de polacos executados. Os membros da Żegota tinham conseguido deter a execução de Irena subornando os alemães, e Irena continuou a trabalhar com uma identidade falsa.
Em 1944, durante o Levantamento de Varsóvia, colocou as suas listas em dois frascos de vidro e enterrou-os no jardim de uma vizinha para se assegurar de que chegariam às mãos indicadas se ela morresse. Ao finalizar a guerra, Irena desenterrou-os e entregou as notas ao doutor Adolfo Berman, o primeiro presidente do comité de salvação dos judeus sobreviventes. Lamentavelmente a maior parte das famílias das crianças tinha sido morta nos campos de extermínio nazistas. De início, as crianças que não tinham família adotiva foram cuidadas em diferentes orfanatos e pouco a pouco foram enviadas para a Palestina.
As crianças só conheciam Irena pelo seu nome de código "Jolanta". Mas anos depois, quando a sua fotografia saiu num jornal depois de ser premiada pelas suas ações humanitárias durante a guerra, um homem chamou-a por telefone e disse-lhe: "Lembro-me do seu rosto. Foi você quem me tirou do gueto." E assim começou a receber muitas chamadas e reconhecimentos públicos.
Em 1965 a organização Yad Vashem de Jerusalém outorgou-lhe o título de Justa entre as Nações e nomeou-a cidadã honorária de Israel.

Maio de 1977
Em Novembro de 2003 o presidente da República Aleksander Kwaśniewski, concedeu-lhe a mais alta distinção civil da Polonia: a Ordem da Águia Branca. Irena foi acompanhada pelos seus familiares e por Elżbieta Ficowska, uma das crianças que salvou, que recordava como "a menina da colher de prata".
(continua)
Proposta para o Nobel da Paz

Autografo de Irena Sendler no livro lançado em 2004 Matca djietchi holocausto. Historia Irena Sendlerovei - (Mãe das crianças do Holocausto. Historia de Irena Sendlerowa) de Anna Mieszkowska. (Foto: Mariusz Kubik)
Irena Sendler foi apresentada como candidata para o prémio Nobel da Paz pelo Governo da Polonia. Esta iniciativa pertenceu ao presidente Lech Kaczyński e contou com o apoio oficial do Estado de Israel através do primeiro-ministro Ehud Olmert, e da Organização de Sobreviventes do Holocausto residentes em Israel.
As autoridades de Oświęcim (Auschwitz) expressaram o seu apoio a esta candidatura, já que consideraram que Irena Sendler era uma dos últimos heróis vivos da sua geração, e que tinha demonstrado uma força, uma convicção e um valor extraordinários frente a um mal de uma natureza extraordinária.
Fonte: Wikipédia

Recebendo a medalha Ordem do Sorriso, de uma organização polonesa que premia as pessoas que ajudam crianças. (Foto: Alik Keplicz/AP)

Irena Sendler sorri em cerimônia. (Foto: Alik Keplicz/AP)





Empresa tradicional, no ramo desde os tempos pré-bíblicos, procura profissionais para projeto pioneiro em fase de reposicionamento de marca para atender às novas exigências do mercado.
Os candidatos devem:
Ser do sexo feminino facilita alguns aspectos do processo de admissão, embora cada vez mais homens estejam desenvolvendo as competências necessárias para o cargo e em alguns países venham dividindo com as mulheres fatias importantes do mercado de trabalho;
A idade cronológica não importa, existem candidatas de todas as idades, mas é importante o amadurecimento, um certo orgulho de ser adulto, um à vontade com o mundo que só algum tempo no caminho proporcionam;
Ideal é que os postos disponíveis sejam ocupados por toda a vida, o CEO do projeto entende que esse é o aspecto mais difícil do cargo, mas de antemão assegura que as recompensas excedem os sacrifícios.
Anúncios afirmando o contrário e mostrando candidatas em situações indignas, sofredoras, ressentidas, exibindo aventais sujos de ovo como prova de competência, foram comuns há algum tempo, mas não condizem mais com o caráter inovador do projeto;
O caráter vitalício do projeto não deve esconder as infinitas possibilidades do cargo. Nossa organização hoje conta um imenso portfolio de profissionais: mães-avós; mães-adotivas; mães de aluguel; mães-babás; mães que doam óvulos; mães que dão à luz óvulos de outras mães; mães-professoras; mães-pais; mães à distância; mães meio período; mães período integral; mães-homens; homens-mães.
O horário de trabalho é flexível, isto é, a candidata deve estar preparada para trabalhar...sempre. “Sempre”, neste caso, entendido como sendo qualquer horário, manhã, tarde, noite -- sobretudo de madrugada --, aos sábados, domingos, dias santos e feriados nacionais e internacionais.
Não está previsto esquema de plantão, e, por isso, é altamente aconselhável que a candidata tenha um backup de confiança, disponível, afetuoso e que compartilhe a vocação para o cargo. Tradicionalmente, essa função vem sido preenchida pelo pai.
Mas esse também é um cargo que mudou muito nos últimos tempos e hoje inclui parceiros, amigos, pais adotivos, pais-mães, pais-mulheres, avôs, tios, padrastos, pais de proveta, pais de final de semana, paizões, pais à distância, pais tradicionais, pais por herança, pais por opção...
Oferecemos uma oportunidade única de experimentar um tipo de amor ilimitado, duradouro, sólido e tão poderoso que facilmente pode confundir e subir à cabeça de candidatas mal preparadas para a função. Cabe a cada uma usá-lo de forma sábia, generosa e responsável.
No passado, tivemos problemas com profissionais que não honraram o cargo e usaram essa força excepcional para esconder seus medos, suas fraquezas, suas frustrações, seus desejos egoístas de posse. Um desastre que colocou no mundo um sem-número de humanos imaturos, dependentes e totalmente despreparados para a aventura do amor...
Por outro lado, é desejável que as candidatas saibam que deverão errar para que os filhos aprendam a lidar com a imperfeição, a sua e a dos outros. Não é bom que eles acreditem que a mãe que lhes foi designada seja uma espécie de co-piloto de Deus, embora muitas acreditem que são.
Onipotência e arrogância devem ser utilizados em doses absolutamente homeopáticas e apenas para defender os filhos que lhes forem designados, brigar por eles e ensiná-los a se orgulharem de si mesmos;
Exige-se:
Alegria porque nenhuma criança deveria crescer ao lado de uma mãe triste, desesperançada, deprimida;
Entusiamo porque todas as crianças deveriam acreditar que a vida é um acontecimento extraordinário, que se realiza a cada instante diante dos seus olhos;
Coragem porque nascer é um esforço e estar no mundo é tarefa para heróis, todos os confortos da modernidade não deveriam nos iludir quanto a isso. Mães que escondem essa verdade elementar dos filhos que lhes foram designados serão suspensas na primeira oportunidade;
Resiliência, expressão que substituiu atributos anteriores como abnegação e espírito de sacrifício, e que deve ser entendida pura e simplesmente como a capacidade de reagir e de se regenerar rapidamente a cada vendaval, tempestade, chuva e trovoada, raios trovões, desastres ecológicos de todos os tipos, os da natureza e os da alma das criaturas...
Antigamente, era essencial que as candidatas soubessem cozinhar. E muitas boas profissionais cometeram o engano de associar comida com afeto. Um desastre. Hoje exige-se apenas que elas ensinem seus filhos a gostar de comer, sem culpas...
Respeito, por si mesma, pelo seu corpo, pelo corpo do outro, porque é nesse espelho que os filhos aprendem o cuidado de si;
Uma crença razoável e sensata em algo maior, grande o bastante para acolher os sonhos e as esperanças de uma criança e de sustentá-la pela vida.
Oferece-se como bônus
Beijos melados, abraços quentinhos, muitos “mamãe eu te amo”, cheiro de grama no lençol, mãozinhas fofas, gargalhadas, aconchegos, dobrinhas com perfume de leite azedo, olhares cúmplices, trocas, sonhos compartilhados, histórias antes de dormir, canções de ninar ainda que desafinadas, audições de piano (violão, saxofone, clarinete, violino....), formaturas, todas as primeiras vezes, festas de aniversário, manhãs de sol, dias de chuva debaixo do cobertor, programas favoritos, “mamãe você é linda”, saídas para o acampamento, chegadas do acampamento...e um infinito de saudades boas!
Fonte: Conversa de Mulher - Coluna Delas - Ig





Na tarde de quarta-feira, foi divulgada a decisão do juiz do 2º Tribunal do Júri do Fórum de Santana, Maurício Fossen, que aceitou a denúncia oferecida pelo promotor Francisco Cembranelli e o pedido de prisão preventiva. Com a determinação, o casal passa a ser réu no processo penal e é formalmente acusado pela morte de Isabella.
O magistrado alega que a prisão foi necessária "para garantir a ordem pública (...) em razão da gravidade e intensidade do dolo com que o crime descrito na denúncia foi praticado e a repercussão que o delito causou no meio social". Ele classificou o casal como "pessoas desprovidas de sensibilidade moral e sem um mínimo de compaixão humana".
Fonte: G1 Edição São Paulo NOTÍCIAS

Pois é, minha gente... quero acreditar que isso marque o início de uma maior credibilidade à Justiça Brasileira, não somente ao país, estupefato, perplexo, com um crime de tamanha proporção, mas, ao mundo, pois diversos países, especialmente aqueles que impõem condenações proporcionais aos crimes cometidos, como prisão perpétua e pena de morte, já se mostravam tão indignados quanto nós, em relação à morosidade de uma ação, no mínimo cabível, como a que aconteceu ontem.
E me arrisco imaginar que a indignação, o acompanhamento acirrado do caso dia a dia, e a cobrança do povo brasileiro por uma justiça rápida - em que bandidos, mesmo os de classe média alta, que cometem um crime, cuja culpabilidade se evidencia diante de esmiuçada investigação policial e provas técnicas, irrefutáveis, da perícia, levando-se à uma única conclusão, têm que ser presos e pagar pelos crimes cometidos - teve grande influência nesta esperada e acertada decisão judicial.
Parabéns a todas as autoridades que, desde o início, não mediram esforços em busca da justiça para esse caso tão aterrorizador.
Parabéns às autoridades máximas que, conscientemente, atuaram com brilhante profissionalismo chegando ao desfecho esperado pela grande maioria do povo brasileiro, e, especialmente por aqueles que verdadeiramente amavam essa encantadora criança.
Parabéns a todas as modalidades da Imprensa, que não se intimidaram diante das críticas ferozes de uma minoria defensora da impunidade, que encontram desculpas para tudo, mesmo diante de tão transparentes evidências.
E, finalmente, parabéns à nossa gente, guerreira, que apesar de TUDO, NADA endurece seu coração e SEMPRE terá como lema a ESPERANÇA de dias melhores, em todos os sentidos da vida. Que está aprendendo, em passos largos, a impor sua vontade de fazer prevalecer a VERDADE, neste caso isoladamente, as leis, que farão a Justiça que se espera, para que o sonho da proteção e segurança desejadas aos entes queridos, possa, mesmo que tardiamente, tornar-se real.
E continuaremos na luta... e acompanhando todos os passos do triste Caso Isabella Nardoni, que tendo sido tão brutalmente calada por assassinos vis, inclassificáveis... gerou o grito ensurdecedor de uma nação... até então descrente, intimidada, acovardada pela usual impunidade... clamando por Justiça.
Eu farei parte desta luta! E estou certa que aqueles, poucos, mas fiéis amigos do Blog da Mamy e queridos visitantes, estarão comigo também nesta empreitada.
